quinta-feira, 24 de maio de 2007

Rancho Folclórico mantém intensa actividade

O Rancho Folclórico de Lindoso foi criado em 1999. Como muitas outras comunidades da região, Lindoso não tinha tradição de grupos de danças e cantares organizados, ou seja, ranchos folclóricos. A tradição de Lindoso era o hábito da dança nas eiras, junto dos espigueiros. Mas com as profundas mudanças ocorridas no mundo rural ao longo das últimas décadas, estas actividades tradicionais continuam a ser ameaçadas com a extinção.
O Rancho Folclórico de Lindoso tem vindo a contribuir para a preservação das tradições locais. Hoje, dançar ao tom do toque da concertina está em moda em Lindoso. Este grupo tem actuado nas mais diferentes terras de Portugal, desde o Alto Minho ao Algarve e estreou-se no estrangeiro, em 2005.
O grupo é composto, essencialmente, por jovens, que aprenderam a dançar nos ensaios. Mas não é só a dançar que ocupamos o tempo livre dos nossos jovens. Desde 2005 que funciona a Escola de Concertina. Os jovens da região estão motivados para aprender a tocar o instrumento mais popular e característico do Alto Minho. Ao mesmo tempo que proporciona formas de ocupar o tempo livre dos jovens, estas iniciativas permitem uma reflexão da realidade cultural e social destas terras periféricas, mostrando, preservando e transmitindo as suas tradições às gerações mais novas.
Actuação em Santa Valha, Valpaços
O Rancho Folclórico de Lindoso escolheu Santa Valha, Valpaços, para a sua primeira actuação em 2007. “Procuramos diversificar as actuações perante as mais diversas regiões do país para dar a conhecer os muitos encantos de Portugal aos nossos jovens”, disse o responsável do rancho, o Sr. Manuel Domingues Duro. E, “a primeira actuação do Rancho Folclórico de Lindoso em Trás-os-Montes foi em Maio de 2006 na vila de Carrazedo de Montenegro. Da forma como fomos recebidos, a hospitalidade do povo transmontano convenceu-nos a voltar”. De seguida, o ensaiador do rancho, o Sr. José Manuel Imperadeiro de Araújo, acrescentou que “é um prazer e orgulho para toda a freguesia de Lindoso ver tanta juventude motivada e entusiasmada com as danças e cantares da nossa terra”.

Festa de Aniversário
A 27 de Maio realizar-se-á o VIII Festival de Folclore de Lindoso para festejar o 9º aniversário do Rancho Folclórico de Lindoso. O festival coincide com as Festas de Maio em Cidadelhe. Ranchos convidados incluem o Rancho Folclórico das Lavradeiras de S. Martinho da Gandra e o Rancho Folclórico do Neiva. Neste dia, o almoço é na sede da Associação Desportiva Social e Cultural da Freguesia de Lindoso. Na cozinha vai estar o Presidente da Direcção, Carlos Fernandes. Segundo consta, a gastronomia é uma das suas especialidades, na sua área de profissão—o Turismo. O desfile está previsto iniciar às 14h30. O povo de Lindoso e os ranchos convidados vão cantar os parabéns junto do maior bolo de aniversário alguma vez visto em Lindoso.

Lançamento do Primeiro CD
A Festa das Tradições foi palco para o lançamento do primeiro CD do Rancho Folclórico de Lindoso. Para muitos ranchos a edição de um CD é absolutamente normal. Tal como criar um rancho é normal em muitas freguesias. Mas para Lindoso, criar um rancho foi um verdadeiro desafio; a edição do CD foi a concretização de um sonho, até há pouco tempo considerado inatingível. Estes sucessos demonstram que um povo confiante não tem limites ao que pode concretizar e aos objectivos que pode atingir. Mas não nos podemos esquecer que não basta querer. O sucesso do Rancho Folclórico de Lindoso, ao longo destes oito anos da sua existência, deve-se ao grande empenho dos seus membros — pessoas com as danças e cantares da sua terra no coração.

Domingo Gastronómico
Depois da actuação na Festa das Tradições em Ponte da Barca, a Rusga do Rancho Folclórico de Lindoso fez parte da animação do Domingo Gastronómico, dia em que é servida a Posta Barrosã, prato de excelência de Ponte da Barca. No Domingo passado, o público presente nos Restaurantes Albufeira do Lima (Entre-Ambos-os-Rios), Lindoverde e São Martinho (Lindoso) aproveitou a oportunidade para apreciar verdadeiramente boa comida e bom vinho, dois dos prazeres da vida que, quando são sustentados por um bom serviço, boa companhia e a Rusga do Rancho Folclórico de Lindoso ajudam a proporcionar uma refeição realmente fantástica.

Aposta num Novo Visual
O Rancho Folclórico de Lindoso vai alterar o seu visual. As costureiras estão a trabalhar. O traje de Lindoso vai, finalmente, ser apresentado em público. Infelizmente não vai ser possível fazer a apresentação do novo traje na sua festa de aniversário e perante o povo de Lindoso. O novo traje vai ser estreado na Avenida dos Aliados, no Porto, a 30 de Junho, para marcar a abertura da Presidência Portuguesa da União Europeia. Na plateia estará, além de membros do governo, o Conselho de Ministros da União Europeia. O Rancho Folclórico de Lindoso foi um dos ranchos convidados pelo INATEL para representar o Distrito de Viana do Castelo neste evento.


Fonte : http://www.jornalregional.com/?p=cfcd208495d565ef66e7dff9f98764da&distrito=&concelho=&op=noticia&n=b67342099469be246b0da5d6feb51e19


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O Rancho Folclórico de Alcanhões vai a França e ao Mónaco

O Rancho Folclórico de Alcanhões, pela primeira vez, vai representar a nossa região em França e no Mónaco, entre os próximos dias 23 e 29 de Maio, a convite da Associação Portuguesa de La Croix (Valmer), região do Var, França.

Os ribatejanos actuarão no Festival de Folclore que esta associação realiza anualmente junto da comunidade naquela região francesa, nos dias 26 e 27, aproveitando também esta oportunidade para exibir as músicas de Santarém no Principado do Mónaco, no dia 25.

Esta digressão é a primeira que o grupo de Alcanhões faz ao estrangeiro, durante mais tempo, e é a retribuição da deslocação que a Orquestra de la Croix fez no passado mês de Abril à nossa região.

Esta digressão é apoiada pela autarquia scalabitana e faz parte também do plano de actividades deste rancho para o corrente ano, tendo já participado no Festival do Vinho da freguesia e está a preparar o seu Festival de Folclore anual, no dia 21 de Julho, com a presença dos ranchos: Pioneiros de Vendas Novas, Praias do Sado (Setúbal), Quartelha (Silves) e Lavradeiras de Meadela (Viana do Castelo).


Humberto Ferrão
nelson.ferrao@gmail.com


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Folclore português será apresentado no Ouro Verde

18/05/2007

O 1º Festival de Canções e Danças Portuguesas será lançado neste sábado (19), às 20 horas, no Teatro Ouro Verde, com apresentação do grupo folclórico ''Os Lusíadas'', o maior do Paraná, com cerca de 70 componentes. A promoção é da Assessoria de Relações Internacionais (ARI).

Também haverá apresentação de mais de 15 canções portuguesas pelo grupo do Centro Português de Maringá, com 40 componentes.

Além destes grupos folclóricos, haverá apresentação do Oficina Coral e Conjunto Feminino da Casa de Cultura da UEL, sob a regência do maestro Roberto Pereira Panico, do grupo de jovens Cantores de Cambé e de Bruno Barbosa.

Os ingressos custam R$ 5,00.

Fonte :
http://www.bonde.com.br/bondenews/bondenewsd.php?id=489LINKCHMdt=20070518


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Parabens ao RF "As Mondadeiras" pelo o seu 5° aniversàrio

www.mondadeiras.blogs.sapo.pt

Um abraço especial para a mais alentejana das alentejanas : D. Josefina Rosado (Sousel - Casa Branca)

Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades
http://www.jovensfolcloristas.blogspot.com/

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Centro Sons da Terra vence Prémio Europeu Agapito Marazuela

O Centro de Música Tradicional Sons da Terra, de Miranda do Douro, venceu este fim-de-semana o 13º Prémio Europeu de Folclore Agapito Marazuela, atribuído em Espanha, anunciaram os promotores.
O centro, dedicado à investigação, defesa e divulgação da cultura tradicional e do folclore ibérico recebeu o prémio pelo papel da organização na divulgação das expressões musicais espanholas em Portugal e de portuguesas em Espanha.

Joaquim Gonzalez, presidente do júri, explicou que o centro, incidindo particularmente no Nordeste Transmontano, tem-se consagrado na divulgação e estudo das músicas e cantos de tradição oral.

O responsável do centro, Mário Correia, é para Gonzales «uma personalidade muito relevante no mundo do folclore tendo levado a cabo uma obra verdadeiramente notável, tendo por isso a decisão do júri sido unânime».

Convocado pela associação cultural Ronda Segoviana, desta cidade espanhola, e patrocinado pela Fundação don Juan de Borbon, o prémio pretende reconhecer quem trabalha a favor da investigação, defesa e divulgação da cultura tradicional e popular espanhola em qualquer das suas manifestações.

Diário Digital / Lusa

Fonte :
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=275972


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domingo, 20 de maio de 2007

Jornal “Folclore” : Campanha de assinaturas


http://www.jornalfolclore.blogspot.com/



Mensagem importante a todos os Dirigentes de Grupos Folclóricos nas Comunidades


Caros Amigos,

Sabiam que o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a Secretaria de Estado às Comunidades Portuguesas (SECP) e a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP) oferecem GRATUITAMENTE uma assinatura anual a cada associação portuguesa sedeada no estrangeiro ?

Sabiam que essa assinatura pode ser para uma revista ou um jornal em língua portuguesa com publicação mensal, bi-mensal, hebdomadária ou diária ?

Então porque não receber gratuitamente o “Jornal Folclore” para seu grupo folclórico ?

Para isso, basta preencher o documento em PDF e mandar antes do 31/08/2007 para o Consulado de Portugal da área de residência da vossa associação e/ou do vosso grupo folclórico. Baixe o ficheiro e envie para seu Consulado, antes do 31/08/2007 : www.divshare.com/download/686128-c13

Saiba mais, visite o blog do Jornal “Folclore” : http://www.jornalfolclore.blogspot.com/


Contacto e assinaturas directas ao “Jornal Folclore” (inclusive para as Comunidades Portuguesas)
mailto:jornalfolclore@gmail.com?subject=Contacto%20via%20Clube%20dos%20Jovens%20Folcloristas%20Portugueses%20nas%20Comunidades%20(CJF)http://www.jornalfolclore.blogspot.com/
Rua Capelo Ivens, 63 – Apartado 518 – P-2000-906 SANTARÉM – Portugal
Telf : [+351] 243.599.429 – Fax : [+351] 243.509.464 – Gsm : [+351] 91.912.67.32
Edição mensal – Assinaturas (1 ano) – Portugal e Ilhas : 15 € – Europa : 20 € – Fora da Europa : 25 €



Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades (CJF)
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Tradições : História do Dia da Mãe

Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.No século XVII, a Inglaterra popularizou o “Domingo da Mãe” nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.O Cristianismo instituiu a festa da “Igreja Mãe”, verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do “Domingo da Mãe”.

Também no continente Americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comumente associado a Anna Jarvis.Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães.

Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familíares.Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe.

Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo da mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio.

O Dia das Mães no mundo

África do Sul : 1° Domingo de Maio
Argentina : 2° Domingo de Outubro
Austrália : 2° Domingo de Maio
Bélgica : 2° Domingo de Maio
Brasil : 2° Domingo de Maio
Canadá : 2° Domingo de Maio
Dinamarca : 2° Domingo de Maio
Espanha : 8 de Dezembro, dia em que se homenageia a Virgem Maria
Estados-Unidos : 2° Domingo de Maio
Finlândia : 2° Domingo de Maio
França : último Domingo de Maio
Índia : início de Outubro
Itália : 2° Domingo de Maio
Iugoslávia : 2 semanas antes do Natal
Japão : 2° Domingo de Maio
Líbano : 1° dia da Primavera
Noruega : 2° Domingo de Fevereiro
Portugal : 1° Domingo de Maio
Suécia : último Domingo de Maio
Turquia : 2° Domingo de Maio
Outros países : 2° Domingo de Maio


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Alto Minho: Quase 600 romarias até Setembro vão custar 8,8 milhões euros


Viana do Castelo, 03 Mai (Lusa) - O Alto Minho vai ser palco, entre Maio e Setembro, de 589 festas e romarias, num custo superior a 8,8 milhões de euros, suportado em 50 por cento pelos emigrantes, informou hoje a Região de Turismo.

"Para chegarmos a estes custos, fizemos uma média de 15 mil euros por festa. Ou seja, estamos a falar de números nivelados muito por baixo", referiu, em conferência de imprensa, o presidente da Região de Turismo do Alto Minho (RTAM) Francisco Sampaio disse ainda que para aquele mesmo período foram também contabilizados nos 13 concelhos abrangidos pela RTAM mais 445 eventos, desde festivais a iniciativas desportivas e culturais.

Quanto às festas e romarias, há-as para todos os gostos e devoções, desde a Senhora das Dores à Senhora dos Remédios, do Senhor dos Aflitos ao Senhor do Alívio, do Senhor dos Desamparados à Senhora da Boa Sorte.

Especialmente vocacionadas para os portugueses que trabalham no estrangeiro são as festas de Nossa Senhora dos Emigrantes e da Boa Viagem.

A Senhora das Necessidades "contracena" no cartaz festivo do Alto Minho com a Senhora do Bom Sucesso, enquanto a Senhora das Angústias faz contraponto com a Senhora do Socorro.

No total, 247 festas são marianas, ou seja, em devoção a Nossa Senhora, enquanto as restantes 342 são alusivas aos santos patronos das diversas aldeias da região.

Por meses, Agosto regista o maior número de festas e outros eventos (315), seguido de Julho (244), Junho (218) e Maio (133), aparecendo Setembro em último lugar, com 124.

A primeira grande romaria da região é a Festa das Cruzes, em Barcelos, que decorre até domingo, enquanto que a última está marcada para dias 15, 16 e 17 e Setembro, em Ponte de Lima, com as chamadas Feiras Novas.

Pelo meio, realizam-se as festas concelhias de Monção (6 e 7 de Junho), enquanto para Agosto estão marcadas as de Vila Nova de Cerveira (2 a 5), Terras de Bouro (3 a 5), Caminha (9 a 12), Arcos de Valdevez (10 a 12), Paredes de Coura (10 a 12), Melgaço (10 a 12), Valença (11 a 15), Esposende (12 a 15), Viana do Castelo (17 a 20) e Ponte da Barca (19 a 24).

VCP.

Lusa/fim


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Guimarães: Museu de Alberto Sampaio expõe o Trajo e o Trajar Popular BaixoMinho


Lisboa, 29 Abr (Lusa) - Uma viagem ao Baixo Minho de finais do século XIX e primeiras décadas do século passado, através dos trajes populares, é a proposta do Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, numa exposição que inaugura dia 05.

A mostra é organizada pela Rusga de S. Vicente de Braga: Grupo Etnográfico do Baixo Minho, e fica patente até 17 de Junho, anunciou hoje a direcção do museu, criado em 1928 para albergar o espólio de extintas instituições religiosas então na posse do Estado.

Além de peças pertencentes à colecção do museu, vão ser expostos trajos do Grupo Folclórico da Corredoura (S. Torcato, Guimarães) que se encontram ali depositados.

A iniciativa pretende também alertar para a necessidade de preservar os trajos antigos utilizados pelo povo no seu dia-a-dia de trabalho e nas festividades anuais.

A exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX" insere-se nas comemorações do 40º aniversário da Rusga de S. Vicente de Braga e resulta de uma parceria entre esta associação e o Mosteiro de S. Martinho de Tibães.

"Sendo o trajo já há muito considerado património material, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de património imaterial", à luz de um conceito mais abrangente e actual, "já que nele subjazem quadros mentais, espirituais, valorativos, estéticos, filosofias de vida, histórias de família, comportamentos e posturas", segundo o documento de apresentação da mostra.

Para o museu, o fim último da exposição é sensibilizar e "despertar consciências dos diferentes agentes", desde instituições, académicos e associações culturais, mas também dos "herdeiros naturais que compõem as diferentes comunidades locais, por forma que todos se sintam envolvidos e co-responsabilizados na salvaguarda deste património que é de todos".

A exposição, a instalar na Sala do Capítulo, divide-se em três núcleos temáticos, sendo o principal composto por peças soltas de vestuário feminino e masculino, como as sais debaixo (brancas ou saiotes), ceroulas, camisas de dormir, camisas e saias de fora, aventais, coletes e corpetes, calças, jaquetas, capotilhas, capas e capotes.

Os tradicionais lenços e xailes, bem como diversos adornos em ouriversaria estarão igualmente em exposição, juntamente com explicações sobre a sua função e modos de uso.

A organização refere que, para a mulher minhota, "o ouro pode já não ser o banco onde deposita os seus rendimentos, mas é com toda a certeza a prenda mais apetecível e a herança mais disputada".

AH.

Lusa/fim


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Estátua de Manneken-Pis em Bruxelas veste-se sábado de minhoto


Bruxelas, 27 Abr (Lusa) - A estátua do Manneken-Pis - o menino a fazer chichi - um dos emblemas de Bruxelas, veste-se este sábado de minhoto, numa iniciativa da Comunidade Portuguesa de Emaús na capital belga, disse à Lusa fonte da autarquia.

A cerimónia está marcada para as 15:00 (14:00 de Lisboa), junto à sede da câmara municipal, na Grand-Place de Bruxelas, e inclui a actuação do rancho folclórico da comunidade.

Em Bruxelas vigora o costume de oferecer um traje tradicional para "vestir" a estátua do menino nu e, até à data, não há ainda nenhum fato português no museu da cidade, onde as roupas usadas para cobrir a estátua são depois guardadas.

A data de 28 de Abril foi escolhida no âmbito das comemorações da Revolução dos Cravos de 1974.

A comunidade de Emaús, de confissão católica, tinha previsto fazer a cerimónia no 10 de Junho, mas não foi possível marcar para o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas por decorrerem nesse domingo eleições legislativas na Bélgica.

O Manneken-Pis, também conhecido por "pequeno Julien", é uma estátua em bronze com cerca de 50 centímetros de altura que está localizada perto da Grand-Place, a principal praça de Bruxelas.

Segundo a lenda, a estátua representa o filho de um homem muito rico que se perdeu durante umas festividades e foi encontrado cinco dias depois, a fazer chichi.

Reconhecido, o pai encomendou a estátua a Jérôme Duquesnoy e está exposta desde 1619 no local onde a criança terá sido encontrada.

Faz parte da tradição de Bruxelas oferecer roupas ao Manneken-Pis em ocasiões especiais, nomeadamente para honrar uma profissão.

Nas ocasiões especiais, a água que corre pelo menino é substituída por outra bebida. A Emaús tem intenção de servir cerveja portuguesa, mas a Lusa não conseguiu confirmar junto da autarquia se assim acontecerá.

IG.

Lusa/Fim


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Comunicado - 29/04/2007 : Dia Mundial da Dança


Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades
http://br.groups.yahoo.com/group/clubejovensfolcloristas

Dia 29 de Abril 2007, como em cada ano desde 1982, será celebrado o Dia Mundial da Dança em qualquer parte do mundo.

O objectivo principal das manifestações do Dia da Dança é de despertar no mais largo público a arte da dança e mais particularmente de sensibilizar um novo público que não se sente suficientemente informado sobre os eventos da dança no ano.

A representação das danças tradicionais portuguesas não podiam faltar nestes festejos !

Com iniciativa da Câmara Municipal de Levallois (França), onde está a decorrer um programa inteiro sobre Portugal durante o mês de Abri, o Grupo Folclórico “Aldeias do Ribatejo” de Levallois convidou outros agrupamentos folclóricos e de Zés Peireiras (bombos) a virem efectuar uma sessão de apresentação de danças regionais portuguesas na Feira Municipal de Levallois, Domingo 29 de Abril da 10h às 13h.

A convite do Conselho Internacional da Dança (CID-UNESCO), a Federação das Associações Portuguesas de França (FAPF) e o Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades associaram-se de imediato às iniciativas do jovem Filipe Pinheiro, Presidente da Associação Cultural “Aldeias do Ribatejo” de Levallois.

O CID é a organização oficial que regrupa todas as formas de dança em todos os países do mundo. É uma organização não-governemental (ONG) que foi criada em 1973 e que encontra-se sedeada na UNESCO em Paris. O CID representa os interesses do movimento da dança e consulta em consequencia os governos e as agências internacionais.


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Mensagem oficial para o Dia Mundial da Dança, 29 de Abril 2007

Este ano, o Dia da Dança é dedicado às crianças.

O Conselho Internacional da Dança (CID-UNESCO), conjuntamente com a UNICEF, Fundo das Nações Unidas Para a Infância, fez campanha para medidas em prol de um melhor começo na vida das crianças, pois é verdade que a educação constitui as fundações mais sólidas para um bom futuro.

Acreditamos juntos que os cuidados dados às crianças são a pedra angular do progresso humano. O nosso objectivo principal é de ultrapassar os obstáculos que, como a pobreza, a violência, a doença e a discriminação podem encravar o desenvolvimento da criança. Assim faremos avançar a causa da humanidade.

Recomendamos uma educação de qualidade para todas as crianças, mais ainda na igualdade entre os sexos et tomada em conta das suas diferenças : a dança sendo um elemento de base do desenvolvimento pessoal e de sociedade.

Nenhuma criança deve ficar sem oportunidades de aprender e de praticar a dança. O acesso à arte constitui um direito para cada pessoa ; as crianças em particular. Este direito deve ser protegido para lhes permitir de contemplar as suas necessidades de base e de realizar plenamente os seus potenciais.

O CID-UNESCO trabalha no ensino da dança com educadores especializados a todos os nivéis da educação pública visto que a dança constitui as fundações sólidas do bem estar para qualquer pessoa.


Prof. Alkis Raftis
Presidente Conselho Internacional da Dança - CID
UNESCO, Paris - França
www.cid-unesco.org


Paris - França,
sábado, 28 de Abril de 2007

Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades (CJF)
41 bd Jean Jacques Rousseau - Appt. 2 – F-92230 GENNEVILLIERS – França
clube.jovens.folcloristas@fapf.org – Telefax : [+33] (0)1.47.94.19.08
Site : http://br.groups.yahoo.com/group/clubejovensfolcloristas
SkyBlog : http://jovensfolclore.skyblog.com
BlogSpot : www.jovensfolcloristas.blogspot.com
Orkut : http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=917522

Visite o site do Clube dos Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades (CJF) em :
- CJF em língua portuguesa : http://br.groups.yahoo.com/group/clubejovensfolcloristas
- CJF em língua francesa : http://fr.groups.yahoo.com/group/clubejovensfolcloristasfranca

Associe-se gratuitamente ao CJF e receba o nosso boletim enviando uma mensagem para :
- CJF em língua portuguesa : clubejovensfolcloristas-subscribe@yahoogrupos.com.br
- CJF em língua francesa : clubejovensfolcloristasfranca-subscribe@yahoogroupes.fr


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Dias da Música: Instrumentos deviam ter benefícios fiscais - consultora artística


Lisboa, 20 Abr (Lusa) - A consultora artística de Os Dias da Música defendeu hoje que os instrumentos musicais deveriam ter benefícios fiscais "para dar a possibilidade de mais crianças estudarem música sem pesar tanto no orçamento familiar".

Em declarações à Agência Lusa a propósito da abertura do evento, que decorre até domingo no Centro Cultural de Belém (CCB), Gabriela Canavilhas advogou que os instrumentos comprados para a aprendizagem da música "deveriam ter também um IVA (Imposto do Valor Acrescentado) reduzido, tal como os livros".

A responsável sublinhou ainda a importância de eventos como Os Dias da Música (que substituiu a Festa da Música no CCB) "porque este formato popular, em que há um certo informalismo, faz uma aproximação das pessoas ao universo da música".

"Por vezes este é o primeiro contacto, e, se for uma boa experiência, pode ter continuidade", acrescentou a pianista e também directora da Orquestra Metropolitana de Lisboa e da Associação de Música, Educação e Cultura.

Observou neste passo que Portugal não tem uma tradição do ensino da música, como há na Alemanha e na Inglaterra, e que "vontade política e algumas medidas" mudariam muito a actual situação do país.

"Penso que a actual ministra da Educação (Maria de Lurdes Rodrigues), que é uma melómana, tem tido essa preocupação, nomeadamente em relação ao ensino artístico, e que deverão sair medidas nesse sentido", disse.

Para Gabriela Canavilhas, Portugal, comparado com os países com tradição musical, "tem uns três séculos de atraso, portanto não se pode esperar mais".

Quanto à escolha do piano para instrumento em destaque nesta primeira edição de Os Dias da Música, a artista apontou algumas das suas qualidades, nomeadamente a possibilidade de "tocar mais notas do que uma orquestra inteira".

O piano "percorreu um longo caminho na História da música e conseguiu abraçar sempre vários géneros musicais, desde a música barroca, a clássica e até o jazz", observou, enaltecendo as qualidades do instrumento.

Até domingo, no CCB, o público poderá experimentar o piano com as suas próprias mãos, pois alguns destes instrumentos vão estar espalhados pelos espaços de passagem do centro cultural.

Algumas estrelas do universo pianístico nacional e estrangeiro tais como Bernardo Sassetti, Mário Laginha, Maria João Pires, António Rosado, Jorge Moyano, Till Fellner, Elena Rosanova, Eve Egoyan e Uri Caine, vão protagonizar 66 concertos nos três Dias da Música.

AG.

Lusa/Fim


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sábado, 31 de março de 2007

Jornal Folclore : Últimas actualizações



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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Convite à inauguração : Exposição de lenços de namorados minhotos


Exposição de lenços de namorados minhotos
Convite à inauguração – Terça-Feira 13 de Fevereiro 2007 às 20h
Sede do Centro Cultural Português “Paz e Viver Juntos” de Argenteuil (CCPPVEA)
100 rue Dugay em Argenteuil (95)




Exmos Senhores,

O Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades (CJF) apresenta o seus melhores cumprimentos a V. Exas, extensivos aos vossos familíares e amigos.

Temos que compreender e defender o nosso património, a nossa identidade para promover o conhecimento das raízes que nos definem, sem ignorar as memórias do povo que somos.

Os lenços dos namorados existem por todo o país, com maior incidência no Minho, Alentejo e Açores. É no Minho que surge a mais importante recuperação desta arte.

Não existe no país região tão rica em bordados como a do Minho. Assim surge este projecto com o objectivo de divulgar essa vertente do artesanato regional, no âmbito dos Lenços de Namorados, também designados lenços marcados, bordados ou de amor.

A tradição dos Lenços de Namorados é significativa nas localidades de Viana do Castelo, Vila Verde, Telões, Guimarães e Aboim da Nóbrega, apresentando, todavia, características de bordado diferente particularmente evidenciados nos de ponto de cruz vermelho e os restantes mais recentes, destacam-se pela explosão de cores vivas bordadas.

O tema principal destas peças bordadas é (de uma forma clara) o amor.

Era costume ensinar às raparigas a arte de bordar, este lenço era então confecionado nas longas noites de serão, nos momentos livres do dia ou aquando do apastoramento do gado, pela rapariga apaixonada que ia transpondo para o lenço os sentimentos que lhe iam na alma. A rapariga usá-lo-ia ao domingo na trincha da saia ou na algibeira ; mais tarde oferecê-lo-ia somente ao rapaz que amava como compromisso de amor, este passaria a usá-lo ao pescoço ou no bolso do casaco do fato domingueiro.

Tambem este projecto inscreve-se no programa dedicado à salvaguarda do património cultural mundial imaterial da UNESCO.

O Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades (CJF) que sempre se preocupou com a defesa do folclore português em França como actividade fundamental da nossa vida associativa e baluarte da nossa cultura popular, inaugurará uma exposição de lenços de namorados minhotos para ter oportunidade de mostrar 14 genuínos lenços : 14 devido ao dia internacional dos namorados ; 14 de Fevereiro, dia de São Valentim.


Contando com a sua visita numeros, despedimo-nos com os nossos mais sinceros e respeitosos cumprimentos lusófonos, associativos e folclóricos.






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Exposição de lenços de namorados minhotos



Exposição de lenços de namorados minhotos


Descrição do conteudo e objectivos (nota técnica)

O estudo do folclore é o estudo da própria alma de um país, é o estudo do modo de ser da gente do povo, das suas maneiras de pensar, de agir e de sentir, é o estudo da feição nacional nas suas bases mais profundas e mais características. É a cultura de folk, é a mentalidade do povo, é a lição que nos vem transmitida através das gerações, como todo saber empírico das gentes humildes que lastreiam a formação da nacionalidade, cada um com seus usos, práticas e costumes.

Temos que compreender e defender o nosso património, a nossa identidade, até porque o desenvolvimento só coabita com uma população culturalmente evoluída, o que não pode acontecer no desconhecimento das raízes que nos definem, no ignorar das memórias do povo que somos.

É um facto, que um povo sem memória não existe. Há por isso que a preservar investigando, reconstituindo e divulgando. Temos que investigar, reconstituir, preservar e divulgar as nossas tradições, e torna-las prioritárias.

Os lenços dos namorados existem por todo o país, com maior incidência no Minho, Alentejo e Açores. É no Minho que surge a mais importante recuperação desta arte que além de bordar os lenços, extrai toda a escrita e simbologia para a cerâmica, obtendo-se assim lindas peças pintadas à mão.

Não existe no país região tão rica em bordados como a do Minho. Assim surge este projecto com o objectivo de divulgar essa vertente do artesanato regional, no âmbito dos Lenços de Namorados, também designados lenços marcados, bordados ou de amor.

A tradição dos Lenços de Namorados é significativa nas localidades de Viana do Castelo, Vila Verde, Telões, Guimarães e Aboim da Nóbrega, apresentando, todavia, características de bordado diferente particularmente evidenciados nos de ponto de cruz vermelho pela sua elaboração muito trabalhada, rigorosa e sofisticada. Os restantes, mais recentes, destacam-se pela explosão de cores vivas bordadas a ponto de cruz, pé-de-flor, crivo, cadeia e cheio.

A característica fundamental consiste nos lenços apresentarem, além dos pontos e cores utilizadas, uma bainha ricamente trabalhada e com motivos diferentes de lenço para lenço.


Era costume ensinar às raparigas a arte de bordar para que mal entradas na adolescência começassem a preparar o enxoval. O lenço era bordado então, nas longas noites de serão, nos momentos livres do dia ou aquando do apastoramento do gado, pela rapariga apaixonada que ia transpondo para o lenço os sentimentos que lhe iam na alma. A rapariga usá-lo-ia ao domingo na trincha da saia ou no bolso do avental; mais tarde oferecê-lo-ia somente ao rapaz que amava como compromisso de amor, este passaria a usá-lo ao pescoço ou no bolso do casaco do fato domingueiro.

A certificação dos Lenços de Namorados do Minho implicou a realização de um levantamento detalhado das caracteristicas e especificações deste produto.

Só o cumprimento destas características e especificações é que garante que se está perante um produto genuíno, representativo da identidade cultural de um povo.

O tema principal destas peças bordadas é (de uma forma clara) o amor, sentimento transposto para os lenços, pelas moças da aldeia em “idade casadoira”, e apresentado como seta ao coração do “namorado” ou “conversado”. Exemplos vivos de histórias de amor (correspondidos umas vezes, outras nem tanto) pensa-se que a sua origem esteja nos lenços senhoris dos séculos XVII e XVIII, adaptados posteriormente pelas mulheres do povo.

Um legítimo Lenço de Namorados do Minho deverá ter quarenta centímetros [40 cm] a sessenta centímetros [60 cm] e poderá não ser um quadrado perfeito.

Simbologia : Cibório, cipreste, gregas, flores, silvas, cântaros, cruz, custódia, brazões, passarinhos, pombas, estrelas de Salomão, cestas, corações, chaves, peças agrícolas, borboletas, peixes, cães, letras, quadras, datas, coroas, ramos, casal de namorados cobertos ou não com o chapéu de chuva.

É de referir que quando se trata de reproduções deverá haver respeito absoluto por estas específicações.

Os “Lenços dos Namorados” assumiram então a forma ideal para uma declaração de amor da bordadeira ao seu amado, através de quadras e de simbologias bordadas no referido lenço. O uso do lenço pelo homem, por cima do casaco domingueiro e colocado ao pescoço, com o nó para a frente, constituía o assumir público do comprometimento. Em caso de amor não correspondido, o lenço seria devolvido à rapariga.

Tambem este projecto inscreve-se no programa dedicado à salvaguarda do património cultural mundial imaterial da UNESCO.

O Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades (CJF) que sempre se preocupou com a defesa do folclore português em França como actividade fundamental da nossa vida associativa e baluarte da nossa cultura popular, pretende criar uma exposição para ter oportunidade de mostrar 14 genuínos Lenços de Namorados minhotos : 14 devido ao dia mundial dos namorados ; 14 de Fevereiro, dia de São Valentim.



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Os lenços de namorados



Os lenços de namorados


A Arte dos Namorados

A Arte dos Namorados é uma componente fundamental da arte e da cultura popular.

Os Lenços de Namorados apresentam-se como a mais genuína forma poética e artística utilizada pelas moças, em idade de casar.

Constituído por um quadrado de linho, ou de algodão, que a jovem bordadeira bordava a seu gosto, o lenço dos namorados fazia parte do traje típico feminino, mas tinha outra função a desempenhar : a conquista, pela moça do jovem por quem se apaixonara.

Não há muito tempo ainda, que toda a rapariga começava muito cedo a bordar.

Quando mais tarde, casadoira, os olhos teimavam em fugir-lhe para o jovem que no seu intímo já escolhera, começava a bordar o lenço que lhe destinara, dando largas aos sentimentos mais intímos.


História

É provável que a origem dos “lenços dos namorados” ou “lenços de pedidos” esteja nos lenços senhoris do sec. XVII - XVIII, adaptados depois pelas mulheres do povo, dando-lhe consequentemente um aspecto característico.

Antes de tudo, eles faziam parte integrante do traje feminino e tinham uma função fundamentalmente decorativa. Eram lenços geralmente quadrados, de linho ou algodão, bordados segundo o gosto da bordadeira.

Mas não é enquanto parte integrante do traje feminino que nos interessa o seu estudo, mas a sua outra função, não menos importante, e da qual vem o nome : a conquista do namorado.

A moça quando estava próxima da idade de casar confeccionava o seu lenço bordado a partir dum pano de linho fino que porventura possuía ou dum lenço de algodão que adquiria na feira, dos chamados lenços da tropa.

Para realizar esta obra, a rapariga utilizava os conhecimentos que possuía sobre o ponto de cruz, adquiridos na infância, aquando da confecção do seu marcador ou mapa.

Depois de bordado o lenço ia ter às mãos do “namorado” ou “conversado” e era em conformidade com a atitude deste de usar publicamente ou não, que se decidia o início duma ligação amorosa.

Os lenços carregam consigo, por isso, os sentimentos amorosos duma rapariga em idade de casar, revelados através de variados símbolos amorosos como a fidelidade, a dedicação, a amizade, etc.

Estes lenços eram originariamente em ponto de cruz, e por ser um ponto trabalhoso obrigava a bordadeira a passar, durante muitas semanas e mesmo durante meses os serões na sua confecção.

Como a escassez de tempo passou a ser um facto na vida moderna, a mulher deixou de ter tanto tempo para a confecção destes lenços, o ritmo de vida tornou-se mais intenso e a mulher teve que solucionar este problema adoptando no bordado outros pontos mais fáceis de bordar.

Com esta alteração outras se impuseram no trabalho decorativo dos lenços dos namorados : o vermelho e o preto inicial vai dar origem a uma grande quantidade de outras cores, e com elas novos motivos decorativos se impuseram. Os lenços não deixaram porém de ser ainda mais expressivos, acompanhados muitas vezes de quadras de gosto popular dedicados àquele a quem era dirigida tão grande fantasia : O Amado.


Significado

Dentro dos lenços existentes no Minho há uma variedade que pelas suas características se pode localizar com um mínimo de rigor a sua região de origem.

Os recolhidos estão compreendidos mais ou menos dentro da zona do que é o actual concelho de Vila Verde.

Para além destes lenços constituírem parte integrante do trajo do Minho eles eram também usados no Douro Litoral, Trás-os-Montes, Beira Alta, Estremadura, Alentejo e Açores.

“Os lenços de namorados” constituíam a um dado momento uma prova da declaração feita pela bordadeira ao seu namorado e na maior parte dos casos esta declaração era atendida e o conversado comprometia-se, também, publicamente nesta ligação usando o lenço por cima do seu casaco domingueiro, colocado ao pescoço com o nó voltado para a frente.

Caso a rapariga não fosse correspondida o lenço voltaria às suas mãos. Se o namorado trocasse de parceira fazia chegar à sua antiga pretendida o lenço, fazendo-o acompanhar de todos os objectos que daquela possuía : fotografias, cartas, etc.

Outras vezes os lenços eram motivo duma simples brincadeira ou troca de palavras. Nas festas os rapazes tiravam os lenços das raparigas simulando uma ligação amorosa. Quando o rapaz já tinha namorada o facto de simular uma ligação com outra ao roubar-lhe o lenço era muitas vezes motivo de desavença entre a sua namorada e aquela a quem o lenço tinha sido roubado.

O lenço no rapaz para além de ser usado por cima do casaco domingueiro podia, também, ser usado na aba do chapéu ou até mesmo na ponta do pau que era costume o rapaz trazer consigo.

Quando eram utilizados pelas suas “donas” no seu trajo de festa, estes eram colocados do lado direito da cintura, deixando pender uma das pontas, dando assim à sua indumentária uma graciosidade particular.

Os lenços traduzem os mais variados sentimentos duma rapariga em idade de casar, quer manifestados através dos símbolos que se prendem com a fidelidade, quer através de símbolos religiosos que referem o acto específico do casamento, ou ainda através de quadras de gosto popular, que na maior parte dos casos denunciam a ignorância ortográfica da bordadeira, pois facilmente nos deparamos com erros ortográficos dos mais variados.

Por vezes são também testemunhos de épocas (a emigração para o Brasil), de trabalhos agrícolas (vindimas) e até de críticas sociais. Em alguns dos lenços por nós recolhidos aparece mesmo o reverso do tema característico destes lenços, o desamor e alguns deles possuem quadras que embora denotem uma certa dificuldade de relação amorosa, possuem um carácter sobretudo provatório para com o namorado.

Tudo era feito em função da fantasia das fantasias (o Amor) e ele de facto parece ser a causa directa desta rica e exuberante manifestação artesanal.


Simbologia e composição decorativa

Segundo o professor Mota Leite os lenços eram na sua maioria de algodão branco, dos chamados lenços da tropa, que as raparigas adquiriam na feira e não de linho caseiro por este não permitir um trabalho muito perfeito no acto de bordar, devido às imperfeições de acabamento.

Os lenços mais antigos que nos foi dado encontrar são de linho fino e de algodão.

O ponto de cruz parece ter sido o ponto original destes lenços e por isso a sua confecção era muito morosa, levando por vezes semanas e até mesmo meses de serões pacientes no fabrico de uma fantasia que para a bordadeira era única, pois nele iam os seus sentimentos amorosos mesmo que indecifráveis para quem de fora os pudesse olhar.

A rapariga antes de se iniciar propriamente no trabalho destes lenços era ensinada na sua infância a trabalhar o ponto de cruz nos chamados marcadores ou mapas, onde adquiria a perfeição necessária para mais tarde, já moça, passar à confecção dos “lenços dos namorados”.

Os lenços de namorados são geralmente de formato quadrado com dimensões que variam entre os 50 a 60 cm, com uma rica simbologia ligada à fidelidade à ligação amorosa e ao acto do casamento.

A fidelidade está presente na representação da pomba e do cão; a ligação amorosa, na representação variada do par de namorados, na silva que significa a prisão amorosa e na chave que une os dois corações; e finalmente o acto do casamento que está presente na representação de símbolos religiosos como a cruz, o vaso, o cibório, a custódia e o candelabro.

A decoração porém não se limita à representação destes elementos, mas de facto são estes os mais usados nos lenços de ponto de cruz. Apenas ressalvamos os vários tipos de ramos e a grega (espiral grego), representação geométrica que comporta em si um valor ancestral de grande importância : a própria vida do homem; a linha da vida, à qual o casamento se liga de forma incisiva e profunda : a perpetuação da espécie humana.

Apesar de poderem apresentar várias cores, como o verde ou o azul, os lenços de ponte de cruz limitam-se geralmente à utilização do vermelho e do preto obtendo-se deste modo uma grande sobriedade. De facto toda a decoração destes lenços é depurada, sendo curiosamente baseada toda a representação num modelo geométrico onde predomina a simetria. Assim um ângulo do lenço é igual ao outro ângulo, permitindo que os outros dois sendo iguais entre si possam ser diferentes dos dois primeiros. Predomina portanto a forma, na composição decorativa nestes lenços de ponto de cruz e, cada ângulo do lenço vai dar ao centro do lenço e é a partir dele que se constrói toda a decoração. Este tipo decorativo nem sempre é respeitado com rigor, mas é esta a disposição que predomina nas composições.

Com o andar do tempo a vida começou a ser mais agitada, a disponibilidade da bordadeira passou a ser menor e a morosidade na confecção dos lenços teve que ser de alguma forma evitada. A estratégia da bordadeira para diminuir esse tempo foi encontrada na utilização de outra variedade de pontos mais fáceis de bordar, como o “ponto pé-de-flor” ou o “ponto de cadeia” entre outros.

Logicamente, como consequência, a traça originalíssima dos lenços iria sofrer algumas alterações significativas, porém o espírito com que eram confeccionados era sem dúvida o mesmo.

As alterações que se vão notar mais significativamente prendem-se com as cores utilizadas : as cores vermelhas ou negras deram origem a uma policromia, que de resto deu a estes lenços uma maior popularidade, os motivos decorativos vão alargar o seu primitivo leque na simbologia empregue.

Por vezes existe o excesso de decoração geralmente fitomórfica que nos dá a impressão que a simetria é sacrificada pelo efeito decorativo. Este fenómeno torna-se mais visível quando a exuberância de cores empregue é maior.

Aí é o efeito decorativo que sustenta toda a composição, onde nesse excesso o nosso olhar quase se perde.

As próprias quadras populares são nomeadamente sacrificadas à composição, pois são escritas a várias cores, possuindo também elas uma função decorativa na composição.

A temática nestes lenços é muito variada e vai desde a representação dos símbolos relacionados com a temática das vindimas (a cesta, a escada, o cântaro e o pipo) ao tema da emigração, traduzida não só nas quadras que o próprio lenço comporta, mas na utilização de símbolos com ela relacionados (o navio, a pomba que transporta uma carta, etc.), passando pela representação de símbolos ligados a crenças religioso-pagãs, como seja a representação da estrela de Salomão (a estrela de cinco pontas) de duplo significado, ao mesmo tempo símbolo do homem e símbolo do diabo (besta), vista direita ou invertida respectivamente. Ela é ao mesmo tempo o símbolo utilizado pelo povo contra qualquer maldição ou feitiçaria.

Neste caso a defesa do amor encontrado contra qualquer maldição. Noutros lenços toda a decoração parte dum canto do lenço e é a partir daí que se desenvolve. Em todos porém o tema do amor está presente quer através da representação de corações quer mesmo através da palavra amor neles bordada.

Se alguns lenços chegam a possuir quadras que poderemos interpretar como amores não correspondidos quer nos parecer que essas quadras são mais de provocação, dirigidas ao namorado e não propriamente casos de "amor impossível".

Mais “clássico” ou mais “barroco” na exibição decorativa, em todos está presente a temática amorosa.


Dizeres e quadras populares

“Quando um jovem se encontra fortemente apaixonado, (...), tudo nele é poesia”
Dr. Teixeira de Sousa

Poesia que nos lenços de namorados se revela na forma de quadras populares, expressando o sentir da sua dona : amor, ternura, desejo, apreço, ansiedade, entrega, sinceridade, saudade, ciúme, desgosto, tudo isto num bom sabor popular característico da mulher minhota.

Raros são os lenços que não apresentam um ou dois dizeres, onde os erros de ortografia reinam, pois lembremos que a maioria das bordadeiras não sabiam ler nem escrever, limitando-se a copiar as letras e palavras de marcadores já elaborados.

Nestas quadras não se pode procurar concordância ou respeito pelas regras de ortografia. Há letras invertidas, letras que faltam ou que sobram, outras indecifráveis daí que seja necessário interpretar estes dizeres tão próprios do povo do Minho.

No entanto as quadras têm um elo em comum : o Amor, a temática subjacente à própria natureza dos Lenços de Namorados, onde é, na maioria das vezes, expressa por uma promessa de amor, como podemos constatar nas quadras seguintes :
E tan certo eu amarte
Como o lenço branco ser
Só deixarei de te amar
Cuando o lenço a cor perder
O meu coraca
O/ so a ti adora
So por ti suspi
Ra/ so por ti chora

Outra das representações encontradas em algumas quadras são as declarações de amor por parte da rapariga :
OT EULADOSATISFEITA
PASSOANO UTEIUDIA
SOTUS U M E U E NCANT
OAM I NHADOCE.ALEGRIA
(Ao teu lado satisfeita
Passo a noite e o dia
Só tu és o meu encanto
A minha doce alegria)

Não tão comuns mas que ainda se pode presenciar são as iniciativas das bordadeiras em oferecer o seu coração solitário. Nestas quadras podemos ver duas maneiras de o fazer : a primeira a bordadeira manda o lenço dar provas das suas aptidões a toda a freguesia para arranjar partido; na segunda mostra a sua lealdade a quem a quiser amar.
Bai lenco da minha mao
Bai currer a freguesia
Bai dar em formações
Da minha sabeduria
Méu curação lial quem
Mo qizér amar
Merserá gárnde
Castigo quem no cizér falsiar

Os Lenços são também formas de as moças expressarem as suas saudades e promessas de amor aos rapazes que se ausentam das suas terras. Podemos ver por exemplo nas seguintes inscrições :
Aqui tens meu coração
E a chabe pró abrir
Num tenho mais que te dar
Nem tu mais que me pedir.
Bai carta feliz buando
Nas asas dum passarinho
Cando bires o meu amor
Dále um abraço e um veijinho

Ou ainda ...
Meu Manel bai pró Brasil
Eu tamen bou no Bapor
Guardada no coração
Daquele quê meu amor
Meu Manel bai pró Brazil
Eu tamem bou no bapor
Gardada no coração
Daquele qué meu amor

Evidentemente que nesta preciosidade artesanal podemos encontrar além destes outros estilos de quadras bordados nos lenços. Contudo, apenas nos limitamos a referir algumas. O certo é que os lenços de namorados pelos dizeres que contêm, pelo seu simbolismo e o seu significado sentimental se apresentam como a mais genuína forma de poesia popular utilizada pelas moças do Minho em idade de casar.


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São Valentim : Patrono dos namorados


São Valentim : Patrono dos namorados

São Valentim era um religioso Romano do século III D.C. que, desrespeitando um decreto do então imperador romano Claudius II, segundo o qual eram nulos e proibidos os casamentos, realizou casamentos em segredo ...

Foi em Roma, há alguns séculos atrás... o exército via-se com o problema de falta de homens para as guerras ou para os seus territórios no Oriente. Estes não queriam alistar-se porque tinham suas mulheres e seus filhos e não queriam separar-se deles. Para resolver este problema, o imperador ordenou e decretou que os jovens fossem proibidos de acasalar ou casar.

São Valentim, que não concordava com este decreto, protestou e formou um movimento que lutava contra a decisão do imperador. E casou ... Casou inúmeros casais às suas escondidas. Ele era da opinião que o homem não tinha direito de separar tão belos sentimentos: o AMOR.

O imperador não gostou deste movimento e dos casamentos secretos e, mandou executar (decapitar), no dia 14 de Fevereiro, São Valentim.

A sua ascensão a Santo da Igreja Católica deve-se à sua abnegação em prol da fé e do amor.

Mas na história da Igreja Católica há referência a dois São Valentim.

Estes têm em comum o facto de terem sido mártires nas mãos de pagãos. Este outro, em meados do século II D. C., recusou-se a abdicar da fé cristã que professava, tendo por isso sido preso pelos romanos; reza a história que as crianças lhe escreviam missivas de amor e lhas atiravam pela janela da sua cela.


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Dia dos Namorados : 14 de Fevereiro



Dia dos Namorados : 14 de Fevereiro


A 14 de Fevereiro, ofereça doces, flores e lembranças ao seu mais-que-tudo. E, porque não, um fim-de-semana de sonho, umas férias inesquecíveis, uma refeição afrodisíaca e toda a atenção do mundo. Afinal, é dia de São Valentim, o patrono dos namorados.

O dia de São Valentim é fruto da mistura entre tradições pagãs e religião católica. O dia 14 de Fevereiro era, na antiga Roma, um feriado dedicado a Juno, a rainha dos deuses romanos, também conhecida pela deusa das mulheres e dos casamentos.

Outra origem provável para o dia dos namorados é o festival dedicado a Fauno (Pã entre os gregos), divindade que velava pela fertilidade dos campos e pela fecundidade dos rebanhos, e que se celebrava a 15 de Fevereiro.

Durante estes festejos, chamados de Lupercalia, eram sorteados os nomes das jovens solteiras entre os rapazes candidatos ao namoro. O romance podia ter a duração do festival ou ser mais longo. Muitas vezes os jovens apaixonavam-se e casavam mais tarde.

O festival Lupercalia foi mais tarde adaptado pela Igreja cristã, que pretendia abolir as festividades pagãs. O sorteio dos nomes das raparigas foi sendo substituído por nomes de santos, e o ritual foi “apadrinhado” por São Valentim, que tinha morrido, precisamente, a 14 de Fevereiro de 269 d.C.

A data coincidia, também, com o início da época de acasalamento das aves.

O nome “Lupercalia” deriva de “Lupus”, lobo em latim. “Lupercal” era a gruta sagrada onde a loba tinha alimentado os gémeos Rómulo e Remo, fundadores de Roma. Todos os anos, a 15 de Fevereiro, os sacerdotes reuniam-se nesta gruta e sacrificavam pequenos animais, tiravam-lhes a pele e tocavam nas pessoas com tiras de pele dos animais, para curar a esterilidade. Daí a associação entre esta altura do ano e o amor/sexo.

No mundo, existem diferentes formas de celebrar este dia. Por exemplo, na Itália é habitual reunirem-se à volta de um banquete e celebrar o amor e a amizade. Na Inglaterra, as crianças recebem doces dos pais e é tradição beijar seis pessoas antes da meia-noite, para obter felicidade na vida amorosa. Na Dinamarca o presente mais famoso são as flores prensadas, designadas por flocos de neve.

Em Portugal oferecem-se chocolates, flores, cartões, peluches... seja qual for a escolha... esta vai ser bem recebida... pois o importante é demonstrar o quanto queremos alguém... mostrar mais uma vez o que sentimos e acima de tudo fazer com que esse alguém se sinta muito especial...



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